Câmara de Propriá aprova Reforma Administrativa após duas tentativas do Poder Executivo

por Mozzarth Almeida publicado 02/06/2017 22h35, última modificação 03/06/2017 12h52
Um dos fatores que influenciaram a aprovação nesta terceira tentativa foi o fato da Gestão Municipal finalmente ter ouvido as críticas dos vereadores relativas a itens específicos do projeto aos quais a Casa Legislativa era contrária.

Durante sessão na Câmara de Propriá nesta última quinta-feira, 01, os vereadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei Complementar de nº 029 de 2017, que dispõe sobre a Estrutura Administrativa Básica do Município de Propriá e estabelece os princípios gerais da Administração. A propositura do Poder Executivo já havia sido duramente criticada no Plenário, em seguida retirada pelo Líder do Governo, na segunda tentativa foi reprovada pelos parlamentares.

Um dos fatores que influenciaram a aprovação nesta terceira tentativa foi o fato da Gestão Municipal finalmente ter ouvido as críticas dos vereadores relativas a itens específicos do projeto aos quais a Casa Legislativa era contrária. Prova disso, o número de Secretariais Municipais, que era de 14 nos primeiros projetos, passou para 11. Os salários de secretários e de alguns servidores, que chegavam à importância de R$ 6.000,00 (seis mil reais), foram alterados: secretários e o procurador-geral do município receberão R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais) e, depois destes, o salário mais alto será o de R$ 3.000,00 (três mil reais). As alterações devem proporcionar uma considerável economia ao erário público comparado às outras versões do projeto.

Outro ponto que agradou os parlamentares foi a inserção de especificações sobre toda a estrutura administrativa de forma organizada, subdivididas em secretarias e Procuradoria, com valores e cargos predefinidos no anexo único. A votação ocorreu tranquilamente. “Quero parabenizar primeiramente esta Casa, pois aqui aconteceu a luta para reduzir o número de secretarias e salários, luta dos 11 vereadores que não aceitaram as primeiras propostas. Hoje estamos com a redução de 6 secretarias, de salários e cargos, e o município chegará a R$ 40 ou 50 mil reais de economia com essa nova Lei Complementar. Vamos votar favorável, foi uma luta dos vereadores atendida pelo prefeito”, afirmou o novo Líder do Governo, Samuel Cunha (PSC). 

O vereador Nêgo de Marli (PTdoB) afirmou que prefeito usou de bom senso ao ouvir as solicitações e mudar a reforma administrativa. Ele destacou que o valor do salário dos secretários ainda o incomodava mas, em virtude da redução do número de secretarias, votou favorável ao Projeto. O vereador Junior de São Miguel (PHS) endossou as palavras do colega. “Eu fui um dos críticos do salário dos secretários. Mas como o prefeito mandou a nova estrutura diminuindo salário, acha que o município tem condições de pagar e ele quer. Vou ser favorável”, finalizou. A vereadora Branca Enfermeira (PRP) afirmou ser favorável com o salário da proposta inicial, entretanto, se mostrou contraria com receio da Prefeitura não ter condições de pagar e gerar atraso de salários.“Se ele está dizendo que precisa dessa quantidade e tem condições de pagar os salários, não somos nós que vamos contestar. Já pedimos para reduzir e foi reduzido, juntamente com salários”, finalizou o Presidente da Câmara, José Aelson dos Santos (PSD).

error while rendering plone.comments